Obrigatório PENSAR

Obrigatório PENSAR

domingo, 28 de setembro de 2014

Visita á 22.ª Feira Nacional do Porco - Montijo


As Concelhias do CDS de Montijo e Alcochete, efectuaram uma visita conjunta á  22.ª Feira Nacional do Porco, no Montijo. A inauguração oficial contou com as presenças do secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, do presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, e do presidente da Federação Portuguesa das Associações de Suinicultores (FPAS) e presidente da Comissão Organizadora da Feira Nacional do Porco, Vitor Menino

A afirmação da Feira Nacional do Porco como uma referência nacional no setor da suinicultura foi a nota dominante dos discursos da inauguração oficial.
Nuno Vieira e Brito, secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, realçou que a Feira é um exemplo “do dinamismo empresarial e do interesse por este sector”. Na sua intervenção, o governante abordou diversos aspetos envolventes à fileira do porco, como a legislação ou o esforço de internacionalização, e lançou um desafio aos empresários do sector: “aumento da produção para ser possível que o país seja autossuficiente em carne de porco”. 

A 22.ª Feira Nacional do Porco contou com a presença de mais de 200 empresas do sector.
O evento reuniu toda a fileira da carne de porco, desde a produção de alimentos compostos para animais até à indústria de abate e transformação, passando pela produção e atividades afins (genética, consultoria, laboratórios de análise, fabricantes e distribuidores de produtos médico-profiláticos, projetistas, fabricantes de equipamentos, etc).
É importante para a região a afirmação da Feira Nacional do Porco como uma referência nacional no setor. Em nome da Comissão Organizadora, Vitor Menino declarou que a Feira do Porco quer “afirmar-se como uma referência ibérica na suinicultura e o seu principal objetivo é devolver a esperança e o investimento ao sector suinícola”. 

Tomamos conhecimento dos sucessos e dificuldades das empresas do sector, onde foi patente que empresas de sustentação do sector, sobretudo nas de tecnologia, a nossa qualidade é extrema.

Pelo facto de que a única força politica a visitar oficialmente a Feira ter sido o CDS na “pessoa” das concelhias de Montijo e Alcochete, o que demonstra a importância do sector agrícola para nós; as preocupações/recados incidiram sobretudo no facto da extrema burocracia que os projectos da área enfrentam. Continua-se a investir em novas explorações até 399 suínos, pois acima deste número, o peso burocrático é desmotivador. Desmaterializar legislação torna-se imperativo, para não falar do radicalismo “verde” que acarreta impactos numa área que presentemente já não apresenta paralelismos com as questões ambientais que as explorações apresentavam no passado. Os avanços tecnológicos deitaram por terra esses problemas.

Resta-nos agradecer o acompanhamento na visita guiada pelo presidente da Comissão Organizadora da Feira Nacional do Porco, Vitor Menino e do prévio agendamento por parte do Carlos Ferreira.


CONCELHIA DO CDS-PP DE ALCOCHETE










































DECLARAÇÃO POLÍTICA


Honrando a postura que consideramos dever ter uma força política que quer fazer uma oposição séria, responsável e construtiva, não podemos deixar de nos manifestar publicamente acerca da decisão de contrair um empréstimo bancário, por parte do Município de Alcochete, obrigando a nossa consciência que partilhemos as nossas preocupações com os seus munícipes.
O CDS-PP de Alcochete demarca-se de toda e qualquer posição, comportamento ou postura lesivos do bem-estar e da qualidade de vida dos munícipes de Alcochete, reconhecendo, contudo, que as contas da Autarquia carecem de saneamento e intervenção. E precisamente por isso, e tendo sempre como premissa a apresentação de soluções e alternativas, já manifestámos publicamente esta nossa posição, e voltamos a fazê-lo, expressa e inequivocamente, face ao reiniciar do processo de consulta a entidades bancárias, para o financiamento de € 7 Milhões de euros.

Somos contra a proposta de recurso à banca, nestas condições, nas quais se prevê o recurso a mais do que uma entidade bancária, fixando-se um mínimo de € 4Milhões de euros por cada proposta, evidenciando a fragilidade da posição do Município, em termos de análise de risco, e mesmo potenciando-a.

Não entendemos, nem aceitamos que a Autarquia pretenda amortizar este empréstimo, recorrendo ao mesmo Plano de Saneamento Financeiro que apresentou em Junho do corrente ano, sem ter em conta as alterações entretanto sofridas na condição económica do Município, em função do decurso do tempo, e do crescente aumento da sua dívida.
Não deve o executivo continuar a "engordar" o problema, empurrando-o com a barriga, para o executivo que se seguir, e hipotecando o futuro do Concelho.

Tal como afirmámos em Julho, reafirmamos que deve a Autarquia ponderar o recurso ao Fundo de Apoio Municipal, por ter condições e prazos de reembolso mais favoráveis do que o recurso à banca, e até, se quisermos por uma questão de coerência: Em primeiro lugar, e desde logo, porque a banca é, para este executivo, a culpada de quase todos os males do país, e depois, já que é defendido pelo executivo CDU que a dívida do Município se deve, em parte, ao poder central, e ao que apelida de “política de enfraquecimento do poder local”, deve agora a ele recorrer, mais não seja para manter o Estado Social, o qual defende, uma vez que os juros que pagar, ao amortizar esta quantia, por serem pagos ao Estado, uma vez que o FAM é uma pessoa colectiva de Direito Público, hão-de ser “transformados” em prestações sociais. 

Continuamos também a defender que, para a elaboração de qualquer tipo de saneamento das contas da Autarquia, deve ser elaborado um plano de sustentabilidade do Município, com soluções de aplicação real e concreta, no sentido de criar receitas alternativas provenientes do Turismo, através da defesa e reforço do ADN local cultural e da instalação de empresas no Concelho, promovendo-se a implementação de condições favoráveis para que tal facto aconteça.

Assim, e por defendermos que o futuro dos Alcochetanos não pode ser hipotecado desta maneira, repudiamos, mais uma vez, de modo EXPRESSO e INEQUIVOCO, a solução encontrada pelo executivo.


CONCELHIA DO CDS-PP DE ALCOCHETE 


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

RESUMO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL ORDINÁRIA DE 24/09/2014


Na passada 4ª feira, reuniu em sessão ordinária, a Assembleia Municipal
nos Paços do Concelho, para discutir e deliberar sobre a revogação da autorização de contracção de empréstimo de 7 Milhões de euros, destinado ao saneamento financeiro da autarquia, em face dos últimos desenvolvimentos que conduziram ao surgimento do NOVO BANCO, bem como para que a mesma se pronunciasse acerca da transferência da universalidade da Assembleia Distrital de Setúbal para a Associação dos Municípios da Região de Setúbal, e a consequente alteração de estatutos desta última, em função do disposto na Lei 36/2014, de 26 de Junho.

Pela bancada do CDS-PP, foi enaltecido o trabalho do Aposento do Barrete Verde, em mais uma edição das Festas do Barrete Verde e das Salinas 2014, recomendando-se no mesmo documento, e a futuro, um trabalho  articulado entre esta colectividade, o Município e as entidades fiscalizadoras, no que respeito à prevenção e fiscalização, no que respeita ao ruído.





Foi igualmente apresentada pela bancada do CDS-PP, uma proposta de recomendação, para que seja elaborado um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Alcochete e a Direcção Geral de Reinserção Social, para que seja colocado ao serviço do Município de Alcochete todo o trabalho comunitário que resulte da aplicação de penas de multa ou de prisão até 1 (um) ano, de todos os arguidos julgados no Tribunal da Comarca do Montijo.
A proposta foi aprovada, com 11 votos a favor (4-PS, 3-CDS-PP, 2-PPD/PSD e 2-CDU/PEV) e 13 abstenções.

Recomendação AM Trabalho Comunitário

PROPOSTA DE RECOMENDAÇÃO

Na sequência do que foi já reconhecido pelo próprio executivo, em sessões de câmara e em diversas assembleias, bem como pelo descontentamento que tem sido manifestado pelos municipes, seja em fóruns de discussão e espaços de debate, seja em redes sociais, é por demais evidente a carência de meios para a intervenção municipal nas áreas da manutenção de espaços verdes e passeios e na reparação de danos causados nos espaços públicos.
É um facto indesmentível que por toda a Vila abunda a vegetação em passeios e placas centrais, o que para além de dificultar a vida de quem se tenta deslocar a pé, coloca igualmente em risco a circulação rodoviária, uma vez que em certas zonas a vegetação se encontra com tal altura e densidade que retira visibilidade aos condutores.
A acrescer a tudo isto, é por todos conhecido, e já sentido na pele, os efeitos nocivos do excesso desta vegetação, pelo incómodo causado pela proliferação de todo o tipo de insectos, o que coloca em risco o bem-estar e a saúde dos munícipes.
Para além dos espaços verdes, de igual maneira carecem os parques infantis de intervenção por parte do Município, pois são constantemente vandalizados e danificados, constatando quem os frequenta a inscrição nos equipamentos dos mesmos dos mais variados tipos de calão, linguagem imprópria para um espaço destinado ao convívio da Família com as suas crianças, que se quer de lazer e fruição, mas também pedagógico, ou pelo menos, que não ensine às nossas crianças linguagem que os Pais e educadores não querem, por certo, transmitir.
Nesta conformidade, e tendo em conta que se trata de um problema que nos afecta a todos, e independentemente da justificação para as proporções que o mesmo tomou, seja por falta de pessoal operacional, seja devido à falta de equipamento, urge encontrar uma solução para o mesmo.
O Tribunal da Comarca do Montijo possui um número muito elevado de condenações por crimes rodoviários, nomeadamente a condução sem habilitação legal ou com excesso de alcóol. Ora, quem conhece a prática judicial sabe que grande parte das penas de multa aplicadas nestes casos não são pagas atempadamente pelos arguidos, acabando estes por celebrar acordos de pagamento que também não conseguem cumprir, culminando muitas das vezes este incumprimento em prisão efectiva, por subsidiária.
Assim, propõe a concelhia do CDS-PP de Alcochete, através da sua bancada, que seja aprovada uma recomendação, no sentdo de propor ao executivo camarário a elaboração de um protocolo, a celebrar entre o Município e a Direcção Geral de Reinserção Social (DGRS), no sentido de colocar ao serviço do Município de Alcochete todo o trabalho comunitário que resulte da aplicação de penas de multa ou de prisão até 1 (um) ano, em que sejam condenados todos os arguidos julgados no Tribunal da Comarca do Montijo, desde que observados os pressupostos legais, leia-se, a autorização do Magistrado e o consentimento do arguido. Deste modo, da aplicação da prestação de trabalho a favor da comunidade no Município de Alcochete, resolver-se-ia um duplo problema: o do Município, que encontraria com esta solução uma forma de colmatar as suas lacunas ao nível do pessoal operacional, e o dos arguidos que, deste modo, ver-se-iam socialmente reintegrados, cumprindo a sua pena ao serviços dos outros, ideia subjacente à prestação do trabalho a favor da comunidade.    

Alcochete, 24 de Setembro de 2014



                                                                                                                           A bancada do CDS-PP






sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Missiva da Sociedade Imparcial enviada para todos os vereadores



Alcochete, 11 de Setembro de 2014


Exmo. Sr.

Presidente da Câmara Municipal de Alcochete

c/conhecimento a todos os Vereadores

  

Desde a nossa tomada de posse, em Novembro de 2013, temos vindo a solicitar uma audiência a V. Exa., primeiro para apresentação de cumprimentos, posteriormente para tratar de outros assuntos relevantes para a Coletividade e para o Concelho de Alcochete.

Todas as nossas tentativas foram infrutíferas e sempre justificadas por dificuldade de agenda…

Será possível que decorrido todo este tempo, não tenha sido possível encontrar uma hora para receber a Direção da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898, a Coletividade mais antiga do Concelho, prestigiada aquém e além fronteiras, com uma Escola de Música que têm formado, ao longo do tempo, gerações de jovens?

Para além do desrespeito a esta Coletividade, Orgãos Sociais e Sócios, o seu alheamento à nossa realidade tem provocado danos no funcionamento desta Casa, a saber:

- o não pagamento de cerca de € 13.000,00 de subsídios atribuídos durante a vigência da Direção anterior;

- o não termos conhecimento dos montantes com que poderemos efetivamente contar durante o corrente e próximo ano.

Da nossa parte tem havido sempre disponibilidade para colaborar com a Câmara de forma gratuita quando solicitado. A saber:

- participação do Orfeão da Sociedade, na festa de natal do Município, realizada na Casa do Povo de Alcochete;

-participação da Banda Juvenil da Sociedade na BTL, em representação do Município;

-participação da Banda da Sociedade, nas Comemorações do 25 de Abril /2013;

-participação da Banda da Sociedade na Inauguração da Frente Ribeirinha.

Compreenderá, o Sr. Presidente que a colaboração deve ser recíproca. Só assim será possível suportar financeiramente  esta Instituição de Utilidade Pública.

Manifestamos assim o nosso descontentamento e entendemos ter direito a uma resposta célere, ainda mais porque o Sr. Vice Presidente, numa das últimas Sessões de Câmara , afirmou que todos os subsídios estavam atribuídos…calculamos que sim mas quanto cabe à Sociedade? Quando serão repostos os valores em dívida?

Apoiar a Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898, é um imperativo, não pode estar ao sabor das vontades, pois prestamos um serviço público à população de  Alcochete.

Até sermos cabalmente esclarecidos e ressarcidos reservamo-nos no direito de não apoiar a Câmara, nas suas iniciativas de forma gratuita.

Queremos também manifestar a indignação que os Músicos desta Casa sentem por serem tratados como parentes pobres junto das vontades de quem dirige os destinos do Concelho.

Aguardando resposta célere, subscrevemo-nos

A Presidente da Direção

Maria Policarpo


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Programação 2014-2020 da Política de Coesão e Investimento da União Europeia e da Política Agrícola Comum


Este é um diploma absolutamente fundamental para a boa gestão dos 
fundos comunitários (FEEI) e pelo que já tive oportunidade de ler este modelo de
governação dos fundos apresenta-se substancialmente mais estruturado que
dos programas anteriores.

Salienta-se a excelência do aspecto da contratualização de objectivos, desde o beneficiário
até aos orgãos de gestão, a implementação de um sistema de penalização para o 
incumprimento dos objectivos e a introdução da figura do curador do beneficiário.

ComunitáriaOs novos regulamentos para o período de programação 2014-2020 da Política de Coesão e Investimento da União Europeia e da Política Agrícola Comum foram formalmente aprovados pelo Conselho da União Europeia e publicados no Jornal Oficial da União Europeia a 20 de dezembro de 2013
Regulamentos da Política de Coesão e Investimento 2014-2020

Decreto-Lei n.º 137/2014 de 12 de Setembro

terça-feira, 5 de agosto de 2014

PELO FIM DO CONFLITO NA FAIXA DE GAZA


Realizada que foi a Sessão de Câmara no passado dia 30 de Julho na qual, para além de outros pontos, estava agendada a discussão e posterior votação de uma Moção relativa ao conflito que se vive na Faixa de Gaza, a qual suscitou diferentes posições, acabou mesmo por se verificar a incapacidade por parte da Vereação de chegar a um acordo sobre a mesma.

Assim, com o compromisso assumido por todos os vereadores de chegarem a um acordo sobre a redacção da mesma, acabou a discussão desta Moção por ficar agendada para a próxima reunião do executivo a realizar no dia 6 de Agosto.

No entanto, fomos hoje confrontados com um Edital a cancelar a Sessão de Câmara agendada para a próxima quarta-feira, dia 6, o que, independentemente das razões que conduziram a este cancelamento, e que certamente as há, não nos deixa de surpreender, face à ausência de fundamentação, não podendo o CDS de Alcochete deixar de tornar pública a sua posição perante o adiamento de uma tomada de posição face a este conflito, ao qual não somos de todo indiferentes.


Assim, a posição do CDS de Alcochete, acerca do conflito no Médio Oriente é a seguinte:


PELO FIM DO CONFLITO NA FAIXA DE GAZA

Perante uma nova escalada de violência entre Israelitas e Palestinianos, cujas proporções crescem de dia para dia com o aumento da destruição e perda de vidas humanas, é com profunda consternação, sentimento de dor e de forte repúdio que pedimos o fim deste conflito, que só traz destruição e desrespeito pela Vida Humana.

Condenamos toda e qualquer situação de conflito que leve ao prolongar de actos de violência e à guerra, que promovem a perda da vida por parte de crianças inocentes, deixando-as mutiladas e impedindo-as, desta forma, de alguma vez verem a luz do futuro comprometendo assim de forma cruel toda e qualquer esperança no seu futuro.

E como na guerra, veículo de desrespeito pelo valor fundamental que é a vida, não existe o lado da razão, não apontamos o dedo directamente a nenhuma das partes envolvidas, quer seja pela força que aplica neste conflito ou pelos métodos utilizados, apelamos sim, à reconciliação pela via do diálogo e da negociação, apelamos sim à Coragem de fazer a Paz.

Entendemos a Paz como Bem Precioso a promover e preservar, reconhecendo e defendendo de forma intransigente que a Humanidade precisa de gestos de esperança.

Assim, apelamos às forças envolvidas para que parem de imediato com esta guerra e à comunidade internacional que tudo faça para promover o encontro entre as duas partes em conflito, para que através do diálogo possam estabelecer condições que permitam a estes dois povos viver em Paz e com esperança no futuro.


Concelhia CDS Alcochete




Escudos humanos
Uma prática que viola o Direito da guerra, mas que destroça, sobretudo, aquele mínimo de decência sem a qual as guerras se transformam em indignidade da indignidade. Israel pratica-o, o Hamas igualmente. Vivemos à beira da selva. 
Quando já não se distinguem os alvos civis dos objectivos militares, quando já não há frente nem rectaguarda, se atacam hospitais, ambulâncias, templos e escolas, se envenenam as nascentes de água, se mata o gado do inimigo e se queimam as colheitas, a guerra deixou de o ser; passou a ser, simplesmente, uma vergonha.
 


Não confundir o Hamas (organização terrorista medieval) com o povo Palestiniano...


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Os números são uma verdade de 'La Palisse'.



Numa das intervenções do Senhor Presidente da CM de Alcochete na última Assembleia Municipal extraordinária, cujo tema central se focou na situação financeira do município e na necessidade de contratação de empréstimo bancário a médio e longo prazo, este voltou a afirmar que “um responsável” da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo “obrigou o executivo municipal a desistir de vários projectos” cofinanciados!

Ora, como já tivemos oportunidade de informar, o que o Senhor Presidente pretendeu insinuar como sendo um acto persecutório de um dirigente “nomeado pelo CDS-PP”, reafirmamos nós que não passou de um procedimento regulamentar do órgão que gere estes projectos, (que se quer cumpridor da Lei e da boa gestão dos fundos), e que foi tão só consequência dos sucessivos incumprimentos da Câmara no que se refere a todos os prazos possíveis para a execução material e financeira desses referidos projectos, pondo em causa a boa afectação das verbas, a boa utilização dos fundos comunitários e ainda impossibilitar outros beneficiários em melhores condições financeiras e com melhor capacidade de gestão, de utilizarem esses apoios.

Mas as afirmações repetidamente proferidas pelo Senhor Presidente, forradas de insinuações inverosímeis e de acusações que pretendem responsabilizar outros por aquilo que o executivo de maioria CDU não sabe fazer bem, ou não sabe fazer de todo, mais não são que manobras para encobrir a verdadeira incapacidade de governar no sentido do interesse de Alcochete.

Mas para exemplificar até onde se repercutem as reais dificuldades financeiras da Câmara, sempre negadas pelo executivo, atentemo-nos sobre o projecto de caminhos do PRODER, alvo de notícia num jornal local, com contornos propagandistas e pouco rigorosos, que não informa o verdadeiro ponto de situação sobre este investimento; a verdade é que o município contratou este projecto ao PRODER Caminhos Rurais em 2010, para o executar em dois anos conforme clausulas contratuais, com um investimento total na ordem dos 800.000 euros, e só em 2014 (ano final da vigência deste quadro comunitário e no prazo limite admitido pelo regulamento do PRODER), conseguiu apenas executar desta verba, um investimento 157.861,45 euros para 3 caminhos, por processo de ajuste directo em vez de concurso publico, não garantindo a devida transparência, nem a melhor relação qualidade/preço, nem a defesa dos interesses de Alcochete. Verifica-se assim que vai ter que se devolver cerca de 200.000 euros, adiantados pelo fundo comunitário, por não utilização!

Considerando que tal projecto prevê uma “comparticipação comunitária de 85% sobre o valor contratual sem IVA” (lê-se na noticia), verba da qual o “Estado não é dono”, como foi afirmado pelo Senhor Presidente, só a total incapacidade financeira da Câmara para assegurar a parte não comparticipada do investimento (autofinanciamento de 15%), justifica este esbanjamento de oportunidades e dos apoios a fundo perdido. Por este exemplo, torna-se por demais evidente que, como diz o povo, estamos com a corda na garganta. Também não é menos evidente que o caminho de há largos anos até hoje, não serviu para corrigir nada.

Devido à crise e ao plano de assistência financeira, as empresas, as famílias, mas também os municípios portugueses, foram obrigados a rever as práticas de gestão dos seus recursos e de forma mais premente que antes, introduziram a palavra sustentabilidade nos argumentos de decisão e de gestão.

A legislação para os municípios foi alterada, mas aplica-se a todos os municípios e de nada vale ao executivo de Alcochete o lamento e a tentativa de desresponsabilização por não ter conseguido assimilar, corrigir, prevenir, ter visão, construir estratégia e nada fazer para alterar a realidade financeira do município; a sua dependência das mesmas receitas e o contínuo aumento da dívida.

Nada foi corrigido para conter a despesa. Nada foi feito para estimular a economia local. Nada foi feito para sair do ciclo vicioso, desde cedo denunciado, de aumento da despesa e consequente aumento do endividamento e nota-se agora também que nada fez para evitar o desperdício de fundos comunitários.

No programa eleitoral autárquico de 2013, o CDS-PP apresentou um diagnóstico realista da doença financeira da Câmara, apresentou medidas alternativas para conter a despesa e estimular o crescimento económico do município, mas que foi sempre e sucessivamente desmentido.

Vem agora o Senhor Presidente da CM e seus Vereadores CDU, anunciar a cura para a doença financeira da Câmara, contratando novo empréstimo bancário, desta vez de 7 milhões de euros, penhorando até 2025 a parcela restante do futuro de Alcochete, deixando sem qualquer margem de evolução para os próximos 12 anos, sustentando tal decisão num atabalhoado Plano de Saneamento Financeiro da Câmara, que promete realizar-se com base em miragens como a receita do IMI (apresentando números comprovadamente irrealistas), em venda de património imobiliário (num momento de desvalorização generalizada) e, entenda-se “custe o que custar”, aumentando outras taxas e impostos. Tudo para garantir o cumprimento deste empréstimo. Por exemplo, prever um aumento de receita de IMI superior a 40%, a tão largo prazo, quando, a partir de 2015, ano já sem os efeitos da cláusula de salvaguarda, a tendência será a redução do valor dos imóveis para efeitos fiscais, nem que seja pela iniciativa dos contribuintes.

Desperdício, incapacidade e incompetência, são o que se torna evidente desta gestão municipal (a dívida quadruplicou desde 2009), que vem sendo encoberta por verborreia contínua, com discurso dilatório e ensopado de inconsistências e de deturpação dos factos agora demonstrados e irrefutáveis.

É impossível negar a evidência, mas mesmo assim, em outra intervenção do Senhor Presidente da Câmara na AM, este cuidou de corrigir o cumprimento de “boa tarde” de um deputado municipal do CDS e “esqueceu” o devido justificativo sobre as contas do município. Ainda lamentou que durante o debate da campanha eleitoral para as autárquicas, que a falta de imparcialidade do moderador não lhe tenha permitido esclarecer sobre a falta de sustentabilidade financeira das contas da Câmara. Faz sentido? Não, mas aparentemente, só alguém absolutamente convencido que está perante uma plateia de gente incapaz, é que pode acreditar que acreditam nele.

Para quem tanto verbaliza contra as políticas do Governo, apelidando-as de pacto de agressão e que agora apresenta a solução através de mais endividamento bancário a 12 anos, acompanhado de um “brutal” aumento de impostos a aplicar aos Alcochetanos num momento de crise, contradiz as suas próprias palavras e admite a sua total incompetência para estar à frente dos destinos desta população. A título exemplificativo, só a proposta de aumento da taxa de IMI de 0,4% para 0,45%, fará com que os Alcochetanos passem a pagar mais 12% deste imposto: é um aumento de 50 euros para quem tem um imóvel com um valor patrimonial tributário de 100 000 euros. 

O CDS-PP votou contra esta proposta do executivo de maioria CDU de mais endividamento, assente no modelo de constante défice e demonstrativo de total incapacidade de administração pública, de apresentação de soluções sustentáveis e de defesa do futuro do município.

Mas o CDS-PP, cumprindo o seu programa eleitoral e contrariando a estratégia deste modelo gasto e falido, apresentou nesta mesma Assembleia, uma proposta de elevado interesse para toda a população de Alcochete e que possibilita uma efectiva redução de despesa, desta feita em matéria de iluminação pública. Solicitámos ao executivo a marcação de uma reunião para discussão de um projecto técnico para a área da iluminação pública, prevendo a sua execução com apoios comunitários e sustentado num estudo onde se pode ler:
“Se calcularmos os valores mensais num período de tempo alargado a Autarquia na vertente Iluminação Publica passaria a ter um gasto médio anual de 616.064,40€, em vez de 1.414.823,76€, com a implementação deste projecto.”

Não perguntem o que Portugal pode fazer por nós, mas o que podemos fazer por Portugal.

22, de Julho de 2014


Vera Alves


quinta-feira, 24 de julho de 2014

“Eficiência Energética na Iluminação Pública de Alcochete”.

Município de Alcochete
Exmo. Sr. Presidente
Largo de São João
2890-000 Alcochete

Alcochete, 21 de Julho de 2014

Assunto: Solicitação de Reunião para apresentação do Plano:

 

“Eficiência Energética na Iluminação Pública de Alcochete”.

       

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Alcochete;
Pelo presente, vem a concelhia do CDS de Alcochete, solicitar o agendamento de uma reunião de trabalho com o quórum que achar adequado para o efeito, de modo a podermos proceder á apresentação de um plano de eficiência energética para o nosso concelho, conforme o previamente anunciado na passada sessão extraordinária da Assembleia Municipal.
Apresentando a V. Ex.ª os nossos melhores cumprimentos, subscrevemo-nos.

O Presidente da Comissão Politica Concelhia do CDS Alcochete

Orlando Rubio
Este projecto pretende, na sua globalidade, contribuir para melhorar a eficiência energética global da iluminação pública na cidade. 
O uso eficiente de energia é uma crescente preocupação devido à diminuição de recursos e a consequências climáticas cada vez mais marcadas, representando ainda um papel fundamental ao nível económico e de competitividade. É neste contexto que surgem diversos programas e estratégias nacionais e europeias, como o ECO.AP (Plano de Eficiência Energética na Administração Pública) que visa obter nos serviços públicos e organismos da Administração Pública, até 2020, um nível de eficiência energética na ordem dos 20% face aos atuais valores. Nestes objetivos enquadra-se também a utilização racional de energia e a eficiência energético-ambiental em equipamentos de iluminação pública (IP).
Adicionalmente a estes objetivos estratégicos, a IP representa um peso importante nas despesas correntes dos municípios. É assim importante uma solução que permita manter níveis de segurança e conforto necessários às populações e que proporcione uma redução substancial do peso da IP nas despesas municipais.
 A nossa proposta, após a identificação das principais lacunas, propõe-se como solução uma plataforma de gestão e monitorização da rede de IP capaz de agregar informação de caracterização tecnológica e geográfica de todos os componentes que a constituem, de forma hierárquica.

Assim sendo e após as várias análises às diversas lâmpadas existentes na iluminação das ruas do conselho deAlcochete, chegou-se à conclusão que a autarquia na época de Verão, isto é menor tempo de emissão de luz artificial tem um consumo de 639360 kwh que em custas para a autarquia ronda os 89.830,08€caso a tarifa por kwh seja os 0,1405€ como em várias outras autarquias mais a taxa de potência contratada que tem sempre um peso acrescido na factura na ordem dos 3 a 4%.

Por outro lado e se for a analisar o consumo de energia na época de Inverno, aonde devido às condições específicas do ano por escurecer mais cedo vai ser necessária a utilização de mais kwh o que faz com que suba as despesas da autarquia na variante iluminação pública vai subir substancialmente para uma média de 1038960 kwh com as custas acrescidas para uma média de 145.973,88€ caso a tarifa por kwh seja de 0,1405€ mais a respectiva taxa de potência contratada.

Todos estes cálculos são estimados apenas a 30 dias mas se for para alargar o período de tempo a autarquia tem um custo na vertente de iluminação pública anual na ordem dos 1.414.823,76€ em média, visto que não se calculou a taxa de potência contratada.
Neste caso já com lâmpada Led em substituição direta passa de 639360 kwh com vapor de sódio para 278400 kwh, o que faz uma redução na ordem dos 56% já para não falar na anulação de 405,35 toneladas de co2por mês na iluminação pública do conselho de Alcochete.

No que diz respeito á parte dos honorários pagos a EDP passaria a ser dos 89.830,08€ para 39.115,20€ estes valores servem de mero exemplo para o chamado horário de Verão.
No caso da alteração de lâmpadas de vapor de sódio para sua substituição direta para lâmpadas Led de Alto Brilho passa de 10389601wkwh para 452400kwh o que faz uma redução acentuada na ordem dos 56% já para não falar na emissão de 658,66 toneladas de co2 por mês que passaria a ser extinta com tecnologia LED.
No que diz respeito á parte de honorários pagos á EDP passaria a ser de 145.973,88€ (sódio) para 63.562,20€ mensal, estes valores servem de mero exemplo para o horário de Inverno.

Se calcularmos os valores mensais num período de tempo mais alargado a Autarquia na vertente Iluminação Publica passaria a ter um consumo medio anual de 616.064,40€, em vez de 1.414.823,76€.

É neste enquadramento, que a Bancada do CDS, no âmbito da sua acção proactiva em prol de Alcochete, gostaria de promover uma reunião junto do município, de modo a efectuar uma apresentação desta proposta com nítidos ganhos para o município.
Igualmente, a elaboração deste tipo de projectos, esta abrangido pelo Programa Europeu “Transparense”.

O objetivo do projeto Transparense é aumentar a transparência e honestidade do mercado dos contratos de desempenho energético (CDE) em toda a Europa. O projecto conta com vinte parceiros de diversos países da Europa, onde o mercado dos CDEs está já bem desenvolvido ou ainda num estádio embrionário. Isto faz com que o projecto tenha um elevado potencial no desenvolvimento e estabelecimento do mercado Europeu de CDE, alcançando substanciais poupanças energéticas.
O projeto Transparense teve início em abril de 2013 e será concluído em setembro de 2015.

Bancada do CDS, conforme anunciou na sessão, irá marcar uma reunião de trabalho junto do Município, de modo a apresentar o projecto técnico em conjunto com o técnico Francisco Alves.